Instituto do Atleta https://institutodoatleta.com.br Clínica de Medicina Esportiva Mon, 19 May 2025 14:05:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.1 Doping de Manoel, do Fluminense: entenda por que a substância ostarina é proibida https://institutodoatleta.com.br/doping-de-manoel-do-fluminense-entenda-por-que-a-substancia-ostarina-e-proibida/ Mon, 19 Jun 2023 20:29:18 +0000 https://institutodoatleta.com.br/?p=11 código bônus betano hoje.]]> O Fluminense anunciou na noite desta segunda-feira que o zagueiro Manoel foi suspenso devido à suspeita da presença da substância ostarina em um exame antidoping realizado após a partida contra o River Plate Argentina, no dia 2 de maio, no estádio do Maracanã, pela fase de grupos da Copa Libertadores de 2023. Por isso as pessoas receberam o código bônus betano hoje.

O departamento jurídico do clube está apoiando o jogador, que solicitou a contraprova da amostra. A primeira audiência está marcada para o dia 28 de junho.

“A ostarina possui efeitos anabólicos muito similares aos esteroides”, explicou Renata Brasil, nutricionista esportiva, à CNN. “Ela atua dentro das células musculares, promovendo ganho de força. Por isso, é frequentemente utilizada por fisiculturistas e praticantes de musculação.”

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“Diferentemente dos esteroides sintéticos, a ostarina possui efeitos colaterais distintos e uma meia-vida mais curta, geralmente em torno de 24 horas. Outra vantagem é que doses baixas, até 3 miligramas, já podem proporcionar benefícios físicos significativos em termos de resistência e ganho de força, o que contribui para seu uso crescente”, concluiu Renata Brasil.

A ostarina já teve impacto significativo no esporte brasileiro, como no caso de Tandara Caixeta, jogadora da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino, que foi retirada dos Jogos Olímpicos de Tóquio antes da semifinal contra a Coreia do Sul devido ao uso da substância.

A substância é proibida tanto em competições quanto fora delas, classificada como anabolizante. “A ostarina estimula a formação muscular e, por isso, é considerada doping, aumentando a força e a potência muscular”, explicou Fernanda Lima, médica do esporte do ambulatório de medicina esportiva do Hospital das Clínicas da USP.

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Fernanda destacou que a ostarina não é autorizada pela Anvisa e sua prescrição é proibida no Brasil. Dependendo da dose, a substância pode permanecer no corpo por até cinco dias, com uma média comum de 12 a 36 horas.

Embora seja possível uma ingestão acidental de ostarina, as defesas costumam alegar isso em casos de doping. “Contaminações acidentais podem ocorrer com produtos manipulados ou com suplementos importados que não são regulamentados pelos órgãos do país”, acrescentou Fernanda.

A contaminação cruzada é um fenômeno comum, onde um atleta pode utilizar um suplemento ou medicamento contaminado sem estar ciente da presença da substância proibida. No entanto, para as autoridades antidoping, o atleta é responsável por tudo o que é detectado em seu organismo.

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Estudo mostra que quantidade de atividade física pode impactar risco de morte por gripe ou pneumonia https://institutodoatleta.com.br/estudo-mostra-que-quantidade-de-atividade-fisica-pode-impactar-risco-de-morte-por-gripe-ou-pneumonia/ Sat, 20 May 2023 20:31:55 +0000 https://institutodoatleta.com.br/?p=16 Sabe aquela lista de motivos para se exercitar? Agora ela tem mais um item: a atividade física pode ajudar a reduzir o risco de morte por gripe e pneumonia, de acordo com uma nova pesquisa.

Segundo um estudo publicado na terça-feira (16) na revista “British Journal of Sports Medicine”, atender às diretrizes de exercícios para atividade aeróbica e fortalecimento muscular pode diminuir o risco de morte por gripe e pneumonia em 48%. As Diretrizes de Atividade Física para Norte-Americanos recomendam que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana e dois ou mais dias de atividades moderadas de fortalecimento muscular.

O estudo analisou dados de mais de 570 mil pessoas da Pesquisa Nacional de Entrevista de Saúde dos EUA entre 1998 e 2018. Os participantes foram questionados sobre seus hábitos de atividade física e classificados com base no cumprimento das recomendações. Durante o acompanhamento médio de nove anos, ocorreram 1.516 mortes por gripe ou pneumonia.

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Cumprir ambas as recomendações de atividade aeróbica e fortalecimento muscular reduziu o risco de morte quase pela metade. Apenas atingir a meta de atividade aeróbica foi associado a um risco 36% menor.

Tanto a gripe quanto a pneumonia são importantes causas de morte nos Estados Unidos e globalmente, tornando os resultados do estudo significativos. O Dr. Bryant Webber, epidemiologista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e autor principal do estudo, enfatizou que “os leitores podem entender a importância da vacinação contra gripe e pneumonia. Esse estudo pode incentivá-los a considerar a atividade física como outra ferramenta poderosa para se protegerem contra essas doenças”.

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Os benefícios da atividade física também podem se estender a outras condições, como observou o Dr. Robert Sallis, diretor da especialização em medicina esportiva do Centro Médico Kaiser Permanente Fontana e professor de medicina familiar na Escola de Medicina Kaiser Permanente Bernard J. Tyson, na Califórnia. Ele comentou que “esse estudo é consistente com várias outras pesquisas que mostram uma redução significativa no risco de morte relacionada à COVID-19 com o exercício regular”.

O estudo destacou que mesmo quantidades menores de atividade física aeróbica, como de 10 a 149 minutos por semana, podem reduzir o risco de morte por gripe e pneumonia em 21%. Webber ressaltou que “qualquer nível de atividade física é melhor do que nenhum”.

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Por outro lado, o estudo observou que praticar mais de 600 minutos de atividade aeróbica por semana não proporcionou benefícios adicionais e, no caso do fortalecimento muscular, fazer sete ou mais sessões foi associado a um aumento de 41% no risco de morte por gripe ou pneumonia.

É importante notar que esse foi um estudo observacional, que identifica associações mas não estabelece causas. No entanto, oferece insights valiosos sobre os benefícios da atividade física na saúde respiratória e geral dos indivíduos.

Em resumo, a mensagem geral é clara: “Movimente-se mais e passe menos tempo sentado”, como afirmou Webber. Para aqueles que não praticam atividade física regularmente, qualquer forma de movimento é melhor do que nada, oferecendo benefícios significativos para a saúde a longo prazo.

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CFM proíbe prescrição de terapia hormonal para ganho de massa e fins estéticos https://institutodoatleta.com.br/cfm-proibe-prescricao-de-terapia-hormonal-para-ganho-de-massa-e-fins-esteticos/ Tue, 11 Apr 2023 20:33:43 +0000 https://institutodoatleta.com.br/?p=22 O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução recente que proíbe a prescrição médica de terapia hormonal e anabolizantes com objetivos estéticos, ganho de massa muscular e melhora do desempenho esportivo. Segundo a nova norma, está vedada a utilização de qualquer formulação de testosterona sem a comprovação da deficiência hormonal por diagnóstico, assim como o uso de esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos para finalidades estéticas ou de aprimoramento esportivo, seja para atletas amadores ou profissionais.

De acordo com o CFM, as terapias de reposição hormonal são indicadas somente em casos de deficiência específica comprovada, baseada na relação entre a ausência do hormônio no organismo e o quadro clínico do paciente, ou em situações diagnosticadas onde a reposição demonstre benefícios cientificamente comprovados.

A resolução, já em vigor, ressalta a ausência de estudos clínicos randomizados de alta qualidade metodológica que evidenciem os riscos associados ao uso de terapia hormonal androgênica em doses acima das fisiológicas, tanto para homens quanto para mulheres. Além disso, não há comprovação científica de condições clínico-patológicas decorrentes de baixos níveis de testosterona ou androgênios em mulheres.

Annelise Menegusso, relatora e conselheira federal, alerta para a preocupação crescente na medicina e na saúde pública com o uso indiscriminado de terapias hormonais com esteroides anabolizantes, incluindo substâncias como a gestrinona, para fins estéticos ou de desempenho esportivo. Segundo ela, as evidências científicas mais recentes não sustentam benefícios substanciais que justifiquem os riscos potencialmente permanentes ao corpo humano associados a essas práticas.

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Além disso, a resolução impede a prescrição de hormônios divulgados como “bioidênticos”, em formulações “nano” ou outras denominações de cunho comercial, sem a devida comprovação científica de superioridade clínica.

O uso de esteroides anabolizantes no meio esportivo tem se popularizado como forma de melhorar o desempenho físico e aumentar a massa muscular, sendo uma prática cada vez mais comum entre frequentadores de academias e atletas.

Paulo Augusto Miranda, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), destaca que a resolução visa proteger a sociedade de uma percepção equivocada de segurança no uso de terapias hormonais para essas finalidades, especialmente em doses supra fisiológicas, o que não encontra respaldo nas evidências científicas disponíveis e pode colocar em risco a vida dos pacientes.

Miranda ressalta ainda que o uso indiscriminado dessas substâncias, sem critérios adequados, acompanhamento médico e em doses elevadas, tem potencial para causar sérios danos à saúde.

O CFM alerta para os riscos associados ao uso inadequado de hormônios, incluindo efeitos colaterais graves mesmo quando utilizados em doses terapêuticas, especialmente em casos de deficiência hormonal não diagnosticada corretamente, seguindo as diretrizes e recomendações vigentes.

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Entre os possíveis efeitos adversos estão problemas cardiovasculares, como hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial sistêmica e infarto agudo do miocárdio, além de complicações hepáticas, transtornos mentais e de comportamento, e distúrbios endócrinos.

A resolução do CFM recebe apoio das principais sociedades médicas brasileiras, que emitiram uma nota conjunta solicitando a regulamentação do uso de esteroides anabolizantes e substâncias similares para fins estéticos e de performance esportiva.

Annelise Menegusso destaca a crescente utilização ilícita dessas medicações e alerta que, associado ao uso de esteroides anabolizantes, há também um aumento no uso abusivo do hormônio do crescimento (GH) por atletas amadores e profissionais, considerado uma droga ergogênica.

A resolução do CFM também proíbe a adoção experimental de qualquer tipo de terapêutica não autorizada no Brasil sem a devida autorização dos órgãos competentes e sem o consentimento informado do paciente ou de seu responsável legal. Além disso, veda a realização de cursos, eventos e publicidade que incentivem o uso ou promovam benefícios de terapias androgênicas para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora na performance esportiva, sem embasamento científico comprovado.

Diante da proliferação de atividades educacionais que visam treinar profissionais para prescrição de terapias hormonais sem evidências científicas adequadas, a resolução reforça a importância de práticas médicas baseadas em evidências sólidas para proteger a saúde pública.

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Veja estratégia de como ganhar e perder calorias para entrar em forma https://institutodoatleta.com.br/veja-estrategia-de-como-ganhar-e-perder-calorias-para-entrar-em-forma/ Sat, 26 Mar 2022 20:35:26 +0000 https://institutodoatleta.com.br/?p=27 De acordo com uma pesquisa de 2020 da Ipsos, 45% da população mundial está tentando perder peso, preferindo focar em exercício e alimentação saudável em vez de dietas restritivas. Este método, conhecido como “entrar calorias, perder calorias”, envolve queimar mais calorias do que se consome. No entanto, acertar a quantidade exata de calorias queimadas é mais complexo do que parece.

A quantidade de calorias que uma pessoa queima durante um exercício específico depende de vários fatores, como altura, peso, sexo, massa muscular, saúde e até mesmo condições climáticas. O Dr. Keith Anderson da Novant Health em Charlotte, Carolina do Norte, explica que o corpo trabalha mais em condições de calor e umidade elevados, ou quando enfrenta um resfriado ou falta de sono, devido à complexidade do metabolismo.

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Dispositivos de rastreamento de calorias, como relógios fitness, frequentemente não são precisos. Um estudo publicado no Journal of Personalized Medicine mostrou que, embora sete dispositivos medissem com precisão a frequência cardíaca durante atividades como caminhada, corrida e ciclismo, nenhum conseguiu medir com precisão o gasto energético. Alguns dispositivos foram desligados em até 93% do tempo.

Além disso, os contadores de calorias em equipamentos de academia, como esteiras e bicicletas ergométricas, também são frequentemente imprecisos. Um estudo de 2018 revelou que máquinas elípticas superestimam significativamente a queima de calorias durante o exercício moderado.

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Profissionais como a nutricionista Kat Barefield da Academia Nacional de Medicina Esportiva enfatizam a dificuldade de calcular com precisão a ingestão de calorias, mesmo com ferramentas sofisticadas. Em vez de focar apenas em contagens exatas, Barefield sugere variar as atividades físicas para maximizar o gasto calórico e aumentar a eficiência do corpo.

Para aqueles que buscam métodos eficazes de fitness, Anderson recomenda exercícios que envolvam o corpo inteiro, como natação e corrida, que queimam mais calorias. Ele também destaca o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) e o Pilates como opções sólidas.

Em última análise, ao invés de se perder na contagem detalhada de calorias, Anderson aconselha a concentração na saúde geral e na manutenção de uma rotina regular de movimento, seja por meio de atividades estruturadas ou simplesmente incorporando mais movimento ao dia a dia.

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