Artrite Reumatoide

Autora: Dra. Cristina Salomão

QUEM TEM ATRITE REUMATOIDE?

A artrite reumatoide (AR) é uma doença comum, cerca de 1% da população mundial tem ou terá AR. Contrariando a crença popular de que “reumatismo é coisa de velhos”, a AR acomete principalmente adultos jovens, de 30 a 50 anos de idade. Mas mesmo crianças a partir dos dois anos de idade, e idosos com mais de 75 anos de idade, podem sentir os sintomas incapacitantes de dor, inchaço, calor e vermelhidão nas articulações. É duas vezes mais comum em mulheres do que em homens.

O QUE CAUSA A ARTRITE REUMATOIDE?

Não conhecemos, ainda, a causa específica. Sabemos que a doença tem um fundo genético, sabemos que tem um processo inflamatório autoimune que pode ser desencadeado por algum “gatilho”. Esse gatilho pode ser o contato com alguma toxina, como o cigarro, uma infecção, alguma alteração hormonal, mas normalmente não se descobre o que desencadeou a doença. Mesmo não sabendo a causa, hoje temos muitos tratamentos eficientes e capazes de controlar esta doença.

O QUE É A ARTRITE REUMATOIDE?

É uma doença inflamatória que acomete principalmente as articulações, porém pode “atacar” outros órgãos, como os olhos, pele, vasos sanguíneos, pulmões, etc. No início do quadro o paciente normalmente tem inchaço e dor nas articulações. É comum começar pelas pequenas articulações das mãos, como nessa jovem que estava com queixas há cerca de dois meses. Nessa fase ainda não costumam aparecer alterações nas radiografias.

Com a progressão da doença, se não tratada adequadamente, começam a aparecer deformidades nas articulações. Notem os inchaços em punhos, nas bases dos dedos (metacarpo-falangeanas) e nos dedos, nessa paciente já com mais de dez anos de queixas.

Sem tratamento, as deformidades são graves e irreversíveis. É comum o desvio lateral dos dedos (“mão em ventania”), fraqueza da musculatura das mãos e perda de função, como nessa paciente que tem mais de 20 anos de AR sem controle adequado.

Ombros, cotovelos, joelhos, tornozelos e pés também sofrem em consequência da AR.

Nas radiografias percebe-se a perda de espaço articular, cistos e erosões nos ossos, que sofrem desalinhamentos.

Pela doença grave, o paciente pode se queixar de fadiga, alterações de humor, e ter anemia, entre outras complicações.

Como as deformidades são irreversíveis, é muito importante que o paciente receba um tratamento adequado, antes que elas se instalem. É necessário fazer acompanhamento regular com um reumatologista capacitado e usar as  medicações corretamente, para preservar função e impedir as deformidades.

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