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Autor: Dr Fabiano Cunha

O congresso mundial de cartilagem ocorreu de 27-30 de Abril em Las Vegas e a equipe do INA estava presente e fomos entrevistados lá, segue a tradução dessa entrevista, sobre atualidades de cartilagem:

1) Quais são suas considerações sobre o evento, de forma geral?
O OARSI sempre foi o congresso científico mais avançado sobre o tema cartilagem. O que o que se discute nesse evento hoje irá virar realidade de cinco a dez anos. As ideias lançadas aqui ampliam nossas possibilidades de tratamento da Osteoartrite(OA), pois são pesquisadores do mundo todo preocupados com o envelhecimento da população, procurando meios de retardar o desgaste das articulações. Este ano, percebi muito foco e preocupação na população mais jovem, estudando possíveis fatores causadores da osteoartrose pós traumática ou primária, e na busca por encontrar um marcador de desgaste de cartilagem. Notei também que, cada vez mais, estamos falando em joelho e quadril, algo diferente do que acontecia no passado, quando as discussões eram quase exclusivamente sobre joelho. Assisti a uma aula muito interessante que abordou exatamente esse tópico. Foi apresentado um estudo, pelo grupo da Dra. Carolyn Emery em que foram acompanhadas crianças com algum trauma na articulação do joelho por cerca de 25 anos. Quase 25% delas desenvolveram algum tipo de artrose no decorrer do período, mostrando a importância de identificar a lesão no início e evitar a progressão para Artrose Pós-Traumática (PTOA em Inglês).

2) O senhor já havia participado do congresso da OARSI antes? Percebeu mudanças? Se sim, quais?
Participo do evento desde 2011, quando o Guideline para o tratamento não cirúrgico da OA foi publicado sem consenso, com os Japoneses sendo mais conservadores do que os Americanos. Ao longo dos anos minha principal percepção foi que a pesquisa aqui apresentada sempre mostra coisas novas e idéias se tornam evidências; por exemplo, será que a reconstrução do Ligamento cruzado anterior do Joelho retarda a evolução para a artrose? Vários trabalhos mostraram que não1, e que nós devemos manter o acompanhamento destes pacientes ou atletas por vários anos, suplementando colágeno, ou Hialurônico Intraarticular, além do trabalho muscular2.
Essas evidências vão nos permitir criar protocolos mundiais de tratamento e políticas de saúde para o futuro, sempre com foco em preservar a nossa articulação para a velhice, que vai ser cada vez mais longa.

3) Que impacto o evento causa na sua prática clínica?
Esse evento transforma minha prática diária há seis anos. Desde a primeira vez que participei, já tive uma grata surpresa. Sempre pensei que as discussões girassem apenas em torno de ciência básica, mas não é o que acontece aqui, onde 80 % dos trabalhos tem um objetivo claro de ser muito avançado e muitas vezes com aplicação prática. Percebo que minha abordagem com os pacientes ficou cada vez mais abrangente conforme minha experiência nesse evento aumenta. Pensando nisso, montamos uma clínica em São Paulo (INA) que visa exatamente isso, pois tratamos o paciente, e não só a doença isolada. Recomendamos nutricionista, endocrinologista e demais especialistas que possam participar da atenção global a esse indivíduo.

4) Quais palestras/temas o senhor destacaria?
Temos muitos temas de grande impacto sendo discutidos nesse congresso. O que mais me impressionou foi a aula de um neurocientista (Dr.Vania Apkarian, da Universidade Northwestern de Chicago), que realizou um estudo com Ressonância magnética funcional, provando que existem pessoas predispostas a desenvolver dor crônica. Nesse caso, o médico estuda o indivíduo anteriormente, sem saber se ele é ou não predisposto a dor crônica, e insere nele o estímulo para saber se irá ou não desenvolvê-la. Ou seja, o pesquisador conseguiu prever se pessoas com determinada anomalia cerebral podem ou não desenvolver a patologia futuramente3.

5) Quais temas o senhor acha que poderiam ser mais aprofundados em um próximo evento?
Acredito que o grande life change será encontrar um marcador de desgaste de cartilagem que possa ser confiável, assim como o PSA é usado para câncer de próstata, por exemplo. No Brasil, e no mundo, o grande problema é conseguir convencer as seguradoras que elas precisam cuidar desse cliente hoje, pois, no futuro, irá custar muito mais caro. Ou seja, o maior desafio é conseguir prever o aparecimento da osteoartrite e trata-la desde as fases iniciais. Dessa forma, no instante em que conseguirmos definir um marcador objetivo de desgaste de cartilagem, teremos um grande avanço em nossa prática clínica.

6) Existe alguma novidade apresentada no evento sobre o uso de colágeno hidrolisado no tratamento/prevenção da osteoartrite?
Várias aulas demonstram que o colágeno tem uma função estrutural muito eficiente e fundamental, dando suporte para o glicosaminoglicano, o aggrecan, molécula que consegue trazer a água para dentro da cartilagem. Quando a matrix extracelular(composta basicamente por colágeno) perde sua arquitetura a lesão da cartilagem passa a ser irreversível. Alguns estudos inclusive montam uma matrix de colágeno e Estrôncio, para tentar aumentar a resistência de uma possível “cartilagem biônica do futuro”, pois aumentaria a resistência e permitiria o povoamento dos agrecans. Dessa forma, comprovadamente, o colágeno se consolida como um suplemento eficaz na vida do indivíduo, sem contar que o custo-benefício para o paciente é excelente, pois consegue repor exatamente os peptídeos que são necessários na manutenção da cartilagem.


Referencias:
1. Ji-Hoon Bae, Ali Hosseini,Yang Wang, Martin Torriani, Thomas J Gill, Alan J Grodzinsky,and Guoan Li Articular cartilage of the knee 3 years after ACL reconstruction A quantitative T2 relaxometry analysis of 10 knees Acta Orthop. 2015 Oct; 86(5): 605–610.
2. McAlindon TE, Nuite M, Krishnan N, Ruthazer R, Price LL, Burstein D, Griffith J, Flechsenhar K. Change in knee osteoarthritis cartilage detected by delayed gadolinium enhanced magnetic resonance imaging following treatment with collagen hydrolysate: a pilot randomized controlled trial. Osteoarthritis Cartilage. 2011 Apr;19(4):399-405
3. Apkarian AV1, Baliki MN, Farmer MA. Predicting transition to chronic pain. Curr Opin Neurol. 2013 Aug;26(4):360-7

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