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Autor: Dr. Carlos Tardini

Os músculos fibulares exercem a função de manter o equilíbrio e o funcionamento normal do pé e do tornozelo. Realizam os movimentos de eversão do pé e atuam também na marcha como flexores secundarios do pé . São em número de dois, o músculo fibular longo e o músculo fibular curto que dão origem aos tendões que levam o mesmo nome. Em decorrência de sua localização e sua função, podem sofrer lesões que vão desde simples inflamação de tendão , que são chamadas de tendinites até lesões completas de sua estrutura que geram dores de maior intensidade e até limitação funcional.

O paciente portador de tendinite do pé e calcâneo usualmente apresenta queixa de edema e dor na região póstero lateral do tornozelo, podendo ser estendida até a porção insercional do tendão junto `a base do quinto metatarso, de acordo com o local de lesão. A presença de um ou mais episódios de entorse do pé e tornozelo pode ou não estar presente, porém não é a regra. A lesão de origem degenerativa, causada pela combinação de variáveis predisponentes `a lesão é o mais frequentemente verificado e deve ser levado em conta no momento da propedêutica desta patologia. Além do edema e dor local, que tem relação direta com o grau de degeneração do tendão, sendo que quanto maior a lesão e o estado degenerativo do tendão, maior será o edema; o paciente pode apresentar queixa de fraqueza, fadiga muscular e dor no tendão fibular curto `a eversão do pé e até instabilidade do tornozelo (3). Muitas vezes os pacientes iniciam as queixas junto ao tendão fibular após o episódio de entorse do tornozelo. A fraqueza do tendão fibular curto nem sempre esta presente, em decorrência da compensação da força gerada pelo músculo fibular longo.

A subluxação dos tendões fibulares pode ocorrer em quadros agudos de entorse do tornozelo e cursar sem dor, sendo que o paciente refere estalido na região lateral do tornozelo quando realiza eversão seguida de flexão plantar e extensão do pé e é facilmente verificada `a palpação local.

A lesão do tendão fibular longo é mais rara que a do tendão fibular curto A sintomatologia da lesão do tendão fibular longo quase nada difere do fibular curto.

O local de dor e edema pode estar situado no ponto de inflexão deste tendão junto ao osso cuboide, quando existe lesão do osso sesamoide deste tendão, que em regra está situado exatamente neste seu ponto de mudança de trajeto.

Quando o paciente realiza o movimento,de inversão do pé pode referir dor em decorrência da lesão do tendão fibular longo.

Diagnóstico diferencial

Os diagnósticos diferenciais das lesões dos tendões fibulares são aqueles correspondentes às estruturas anatômicas que possuem íntima relação com os tendões do compartimento lateral do tornozelo e pé.

São elas: fraturas , lesões do complexo ligamentar lateral, fraturas por stress, lesões nervosas, afecções que acometem o músculo abdutor do quinto dedo do pé, tendinite do calcâneo, entre outras .

Especificamente no caso do tendão fibular longo, diagnóstico diferencial devem incluir a fratura do "Os Fibulares" e lesões proximais e distais a esta estrutura.

Tratamento não-cirúrgico

O tratamento conservador das lesões dos tendões fibulares consiste no uso de antiinflamatório, repouso relativo, modificação do calçado, órteses e fisioterapia . A adequada orientação sobre a melhor forma de tratamento para a tendinite do pé e calcâneo e outras inflamações do tendão deve ser fornecida pelo médico especialista em tendinite e outras lesões do pé. Procure sempre um médico especialista em tendinite antes de iniciar qualquer tratamento.

Tratamento cirúrgico

Quando existe a persistência do quadro doloroso após a realização do tratamento conservador das tendinite e lesões dos tendões fibulares, está indicada a cirurgia .

A recuperação da cirurgia de tendinite varia de acordo com a lesão encontrada no tendão acometido.

As lesões mais frequentemente observadas do tendão fibular curto seguem dois padrões principais. A rotura longitudinal isolada e rotura longitudinal múltipla caracterizada por áreas de fibrilação.

Quando existe a presença de múltiplos fragmentos do tendão com aspecto de fibrilação, deve-se ressecar os fragmentos degenerados e verificar a possibilidade de realizar tubulização do segmento remanescente ou a necessidade de ressecção de todo o segmento degenerado do tendão, caso não haja tecido viável, seguida por tenodese proximal e distal com o tendão fibular longo.

No caso da existência de lesão longitudinal isolada do tendão , quando esta é menor que cerca de 70% do diâmetro do tendão, deve-se realizar a ressecção da lesão e tubulização do tendão remanescente. Quando a lesão acomete mais de 70% do diâmetro do tendão, deve-se realizar a ressecção do segmento lesado do tendão e tenodese com o tendão fibular longo.

Outras opções de tratamento cirúrgico são sinovectomia, desbridamento de degeneração intra-tendínea, transferências tendinosas de semitendinoso ou tendão flexor longo do halux, tendoscopia e até "allograft" sintético. Somente o profissional habilitado saberá qual o melhor remédio para o tratamento da tendinite e outras lesões dos tendões do pé e tornozelo.

FONTE: http://www.netacademias.com.br/tendinite-e-perigo-comum-aos-pes-e-tornozelos/

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